
Por dentro da viagem que domina, encontro o instante em que habitei no seu ventre. Não me perguntem como foi isto possível… Sinto-o no espaço da prega rente ao corpo do seu vestido de lã. Num prenúncio do seu umbigo encoberto, que me surge repentinamente, como um ouvido. Acontece-me um umbigo-búzio. É de lá que ouço os meus segredos em maré cheia. Encontro o meu ser primitivamente balbuciante, ainda sob flutuações sem quaisquer palavras. O meu princípio.
Fiz-me da língua frenesi que ela fala. Desse amor que se desprende dos seus lábios, do avesso das suas pálpebras fechadas, vindo de um âmago infinitamente belo, como nunca se viu.
1 comentário:
doce amiguinha
que belo presente... que belo hino...
se nada dissesses eu suporia que falavas da tua mae. que elogio... que sorte a da tua irmã. muitos beijos amiguinha
anabela
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