É indescritível a nobreza com que se passeia na Place do Tertre. Há um sorriso em todos os rostos como se todos eles esperassem que a qualquer momento algum pintor de rua o captasse numa tela branquíssima. Das esplanadas escapam conversas subtis, fumo de cigarros longos, olhares sonhadores. Nos sítios bonitos as pessoas são bonitas. A cor das casas tão limpas e pitorescas que parecem um cenário recém criado por alguém que não se acusa na multidão, alastra-se aos gestos dos "passants", cola-se aos lábios e às pálpebras das mulheres, em tons de verde eléctrico e vermelho vivo, conferindo-lhes uma elegância de que só Paris é detentora. Ali, quando passei, absorvi a alma do flâneur parisiense e jamais esqueci que a arte é democrática e traz felicidade. Obrigada, Anabela, por me dares fotos tão belas desta cidade tão amada pela littérature. O Baiser fotografado em plena agitação parisiense é invencível, irrepetível tentação ... Oh, La la!!!
Também eu apreciei esta praça e imaginei-me um qualquer Van Gog ou Picasso envolvida na inspiração que dela emana...É de facto uma praça cheia de arte... A pintura é de facto magnífica mas a forma como conseguiste descrever a atmosfera daquela praça ainda o é mais! Ao ler-te revi-me lá e voltei a idealizar toda aquela magia que se sente... obrigada doce Pat. Anabela
Que faz um livro viver? Quantas vezes se põe esta questão!
A resposta, segundo creio, é simples. Um livro vive devido à recomendação apaixonada que um leitor faz a outro. Nada consegue reprimir este impulso básico do ser humano. Apesar das opiniões de cínicos e misantropos, julgo que a espécie humana tentará sempre partilhar as suas experiências mais profundas. Os livros são uma das poucas coisas que os homens apreciam profundamente. E quanto melhor for o homem, com mais facilidade se separará dos bens que lhe são mais queridos. Um livro abandonado numa prateleira é uma munição desperdiçada. Tal como o dinheiro, os livros têm de estar em constante circulação. Emprestem e peçam emprestado tanto quanto puderem - quer livros, quer dinheiro! Mas sobretudo livros, pois estes representam infinitamente mais do que o dinheiro. Um livro não é apenas um amigo, cria novas amizades. Quando possuímos um livro com a mente e o espírito, ficamos enriquecidos. Mas quando o passamos a alguém, enriquecemos o triplo.
1 comentário:
Doce amiguinha
Também eu apreciei esta praça e imaginei-me um qualquer Van Gog ou Picasso envolvida na inspiração que dela emana...É de facto uma praça cheia de arte...
A pintura é de facto magnífica mas a forma como conseguiste descrever a atmosfera daquela praça ainda o é mais! Ao ler-te revi-me lá e voltei a idealizar toda aquela magia que se sente... obrigada doce Pat.
Anabela
Enviar um comentário