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domingo, 12 de dezembro de 2010
NÃO HÁ DOMINGO SEM POESIA
Morri pela beleza, mas apenas estava
Acomodada em meu túmulo,
Alguém que morrera pela verdade,
Era depositado no carneiro próximo.
Perguntou-me baixinho o que me matara.
– A beleza, respondi.
– A mim, a verdade, – é a mesma coisa,
Somos irmãos.
E assim, como parentes que uma noite se encontram,
Conversamos de jazigo a jazigo
Até que o musgo alcançou os nossos lábios
E cobriu os nossos nomes.
Emily Dickinson
Antologia da Poesia Americana, Ediouro, 1992
Tradução de Manuel Bandeira
Etiquetas:
Poesia Americana Patrícia F.
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