sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Saudades...apenas saudades

A minha doçura tão doce, tão bela, tão inteligente, tão minha amiga... continua longe... E eu que já não sei viver sem o calor dela... o afago das mãos...
Procurar-te-ei sempre, minha amiga, nem que esteja noutro Universo, nem que para isso faça vibrar todas as cordas do Universo!


Dá-me a Tua Mão, Clarice Lispector


 Dá-me a tua mão: Vou agora te contar como entrei no inexpressivo que sempre foi a minha busca cega e secreta. De como entrei naquilo que existe entre o número um e o número dois, de como vi a linha de mistério e fogo, e que é linha sub-reptícia. Entre duas notas de música existe uma nota, entre dois fatos existe um fato, entre dois grãos de areia por mais juntos que estejam existe um intervalo de espaço, existe um sentir que é entre o sentir - nos interstícios da matéria primordial está a linha de mistério e fogo que é a respiração do mundo, e a respiração contínua do mundo é aquilo que ouvimos e chamamos de silêncio.

2 comentários:

Anónimo disse...

O meu corpo encheu-se de braços e de mãos ao ler a tua mensagem tão cheia da tua emoção amiga... Essas cordas de que o úniverso se compõe (como uma viola como só tu compreendes) também eu gostava de as saber tocar na perfeição, com uma força igual à tua, minha linda amiga

patrícia

Leitores SOS Murça disse...

Esqueci-me de te dizer que adorei o quadro de Modigliani.O P. pintou-o há muitos anos e ofereceu-o à mãe. Vejo-o pendurado na parede sempre que vou lá a casa. Mil bjs

patrícia