segunda-feira, 18 de outubro de 2010

JANELAS DO MUNDO

O vento, esse, entrava dentro de mim como se não me visse, como se eu não tivesse o direito de me alindar de organza e rendas, como se a estrada que eu visse não fosse aquela que o trouxe até mim para sempre, como sempre prometera.

2 comentários:

Anónimo disse...

Cada palavra é tão única, tão bela, tão especial...
Por vezes também o vento me trespassa e, ou deixa tudo num desalinho ainda maior ou me obriga a soltar os pés do chão e voar com ele tal qual gaivota sobrevoando o mar. Nesses momentos parece que somente as recordações ficam, habitando novamente cada patícula que contrói a minha alma e fazendo dos novos pensamentos meras manchas de tinta colorida que me alegram as ideias vazias.
É tão belo o vento apesar de não se ver, mas toda a sua essência e o seu movimento o tornam ora gélido e só ora quente e acolhedor, e por vezes nem é o vento, mas sim aquele que por momentos se transforma e adquire as características do vento :)
Bjinho,
Caride

Leitores SOS Murça disse...

Isto agora é que foi uma ventania! Tive que me segurar ao dorso da secretária para não ir pelos ares...
Querida Caridee, p.f., continua a (in)ventar. Bjs

Patrícia