sexta-feira, 8 de outubro de 2010

À VOLTA DA EPÍGRAFE

«Que seria, pois, de nós, sem a ajuda do que não existe?»

Paul Valéry, Breve Epístola sobre o Mito


Não resisto a esta epígrafe que Mario Vargas LLosa transpõe para o romance " O Paraíso na outra esquina". Na verdade são as coisas que não existem que nos fazem sonhar e andar de roda de tudo o que é palpável - pessoas, objectos, sítios - como se a partir deles pudéssemos tocar nesse bem maior chamado felicidade.

2 comentários:

Anónimo disse...

Sem dúvida uma epígrafe bastante realista e interessante. É o desconhecido que nos faz ler mais uma página e outra, porque esse vazio de realidade nos alimenta de tal forma que nos obriga a viver, nem que seja para sabermos o que seremos no amanhã. Sabe tão bem poder sonhar na vida com aqueles floreados que nunca existirão, com as palavras que nunca serão proferidas, simplesmente sonhar com o que não existirá nem hoje nem nunca.
Bjinho,
Caridee

Leitores SOS Murça disse...

Gosto das palavras que nunca serão palavras (como tu dizes) e morrem na língua para sempre. Bjinho