sábado, 3 de outubro de 2009

Melodía de Invierno - Federico García Lorca

Arthur Polonsky, Morning Light

Melodía de Invierno

Manãna de invierno. Silencio. Neblina.

La vega aplanada exhala luz divina.

Mudos los jardines bellos.

Cielo azul. Fuentes heladas.

Mustias rosas escarchadas.

Blancos e turbios destellos.

Una madre andrajosa cruza el jardin.

Tiene el sol un crescendo.

Suaves nubes infinitan el confín

su finito esparciendo.

La madre suspira...

El niño se mueve inquieto

Dibujando a través de los paños

La forma de su esqueleto.

Dolorosa dulzura en el ambiente.

Soleada tibieza.

Cielo azul. Mustias rosas.

Tranquila grandeza.

Mañana de invierno

Cargada de pereza.



Poesía Inédita de Juventud, Federico García Lorca

Um livro do tamanho da minha mão, negro, estreito, cheio de páginas de uma poesia mágica (155 poemas) que Lorca escreveu na sua juventude, entre 1917 e 1920 (Poesia inédita de Juventude e Libro de Poemas), numa edição da cátedra cheia de notas de rodapé valiosas. Este livro publicou-se quando o autor já tinha praticamente setenta e seis anos de poesia.Como se trata de textos nunca editados, podemos falar de uma verdadeira editio princeps, a partir única e exclusivamente de manuscritos trabalhados pelo autor. Funciona como uma base insubstituível para um novo alcance do conjunto da produção Lorquiana.

4 comentários:

Anónimo disse...

Olá queridas editoras do Leitores SOS Murça,
Pinturas maravilhosas e palavras ainda mais belas! Uma delicia para os olhos e para a ALMA!
Adorei! Continuem que têm, a partir de agora, uma fiel seguidora.
Beijos
Dina

Leitores SOS Murça disse...

Minha linda Dinah,

que feliz fico por te ver aqui a passear com agrado... Não tenho palavras. Conto com as tuas notas para enriquecermos o leitores sos murça para dar sentido ao título deste blogue. Espero com ansiedade novas das tuas inúmeras viagens, experiências na BE e ...muito mais. Mil bjs

Anabela disse...

Querida Dina ou Dinah
(se não te importares concordo com a Pat, o nome Dinah assenta-te muitíssimo bem pois acentua o teu ar misterioso...)
também eu fiquei feliz por te saber nossa leitora e fazendo parte da tripulação desta viagem, de rumo indefinido!
Obrigada pela tua apreciação tão sentida e que me deixou embevecida... Tal como a minha doce Pat, conto contigo para darmos sentido ao título do blog, e dessa forma torná-lo cada vez mais apelativo.
Muitos beijos
Anabela

Anabela disse...

querida e doce Pat

A verdade é que embora sendo um grande escritor, nunca me aventurei na escrita deste autor.
O poema que escolheste é belo. O frio do dia invernoso contrasta com o calor daquela mãe que em seus braços transporta o seu filho... O sol irradia, ainda que o dia gélido faça temer o pior mas até as velas apagadas emitem uma invisível luz que tudo ilumina!
O poema é lindo, doce amiga, e contém imagens belas. Gostei ainda da ideia daquele minúsculo ser desenhar na manta os contornos do seu esqueleto. Seria prenúncio de fome?
Lindo e tanto a dizer sobre ele. Aquela mulher poderia ser a imagem da vida que transporta todos os seres para um fim inevitável?
Obriggada pela excelente escolha.
Anabela